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sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

Uma questão de cultura

Olá boa tarde :D
Mais uma semana passou, novas coisas foram transformadas, outras continuam a existir.
Esta semana durante as aulas de filosofia, um tema surgiu, que tem a haver com as diferentes culturas. Ele divide-se em o relativismo axiológico, se aceitamos, e toleramos praticamente tudo nas outras culturas, existindo também o etnocentrismo, que no ponto inicial é aquele que menos confiança nos oferece.

Trabalhamos em grupos, fizemos pesquisas, e constatamos que a nossa sociedade actualmente é muito tolerante.
Não me refiro ao facto de aceitar a diferença, pois nisso acho que cada um de nós deve dar o seu melhor.
Mas refiro-me a aceitarmos as diferentes culturas, que vão contra os direitos humanos e animais, e como é uma cultura diferente, aceitamos e ela continua.
Um caso que é o mais abordado dentro deste tema, é a circuncisão feminina, em vários países.
Claro que é algo desumano, pois a mulher por vezes devido ao sentimento que lhe é tirado, quando se casa o pavor é imenso.
Mas é uma cultura, e aceita-se.
A exploração infantil, que é algo ilicito também é utilizada, e por marcas que constantemente utilizamos com a Nike. E os direitos das crianças onde estão?
Mas falando por exemplo do nosso país, Portugal é um país que anteriormente se dedicava bastante ás touradas e ainda há quem se dedique.
Eu sou absolutamente contra, e tenho vários argumentos contra a execução das mesmas.
Um ponto que li num livro por exemplo, em que dizia que não há provas que o touro sofra.
E provas que nos digam que não sofre, onde estão?
Gosto de ver quando uma cultura se depara com inovação, pois tudo bem que as culturas são necessárias existe a história presente nelas, mas há culturas que mesmo que tenham surgido de educações diferentes não têm qualquer sentido para continuarem a existir.
Não falo por exemplo de festas de religiões diferentes, entre outras motivações, mas sim de actos que vão muito álem do que o ser vivo deve fazer.
Há maneiras diferentes de fazer história, mas também há que entender que culturas diferentes existem em todos os países, mais ou menos desenvolvidos.
Por isso é que a nossa sociedade é de extremos : Ou aceita tudo muito bem, sem entender os maleficios, ou então mostra-se crítica a diferenças que não incomodam a vida de ninguém.
Fiquem bem, até ao próximo texto.

2 remendo(s):

Gabriela Caldeira disse...

Deixa-me começar por dizer que o nosso trabalho estava mesmo, "uau", quer dizer, estava interessante, não olhámos para o papel e falámos bem (nós as duas, porque houve quem não fizesse nada e ambas sabemos bem quem).
Não é para ser gabarolas, mas o trabalho até que ficou óptimo! Havíamos de fazer coisas do género mais vezes!
Agora... indo ao assunto do teu texto...
Sabes como é, aquela velha história: é cultura, tem alguma razão de existir, deixai-os para lá fazer o que entenderem que a gente não tem nada com isso, dizem as pessoas. E se, porventura, ousamos criticar ou dizer mal de certo costume, acusam-nos logo de ser xenófobos, racistas, tudo e mais alguma coisa.
Não que seja a favor, por exemplo, do xenofobismo, mas repara: as pessoas xenófobas são-o porque têm uma opinião formulada sobre algo que não gostam em determinado grupo estrangeiro. Xenofobismo pode ser aversão a estrangeiros, ou então não-aceitação e crítica depreciativa completa de costumes estrangeiros e exaltação da cultura nacional. Isto também é xenofobismo. E se assim é, para as pessoas serem xenófobas nesse ponto, é porque têm uma opinião sobre a cultura de determinado grupo, senão não tinham motivos para a sua exsclusão. Por isso, prefiro ser xenófoba (não sou) e ter uma ideia (mesmo depreciativa) de uma cultura do que estar indiferente ao que se passa no Mundo.
Olha, não tenho muito a comentar, até porque os trabalhos ainda foram apresentados faz pouco tempo. Se bem que, por exemplo, aquilo que fazem às mulheres Afegãs é hediondo. Achei graça: os afegãos ficam chocados se as pessoas tratam mal os animais ou os metem em jaulas, mas espancam as mulheres a torto e a direito (olha uma expressão popular... aula de espanhol). Eso, sí, es más raro que un perro verde :P
Isto porque, por exemplo os marroquinos, costumam dizer assim (a minha tia foi a Marrocos nas férias e contou-nos pormenores): uma cabra vale mais que uma mulher porque, ao passo que a cabra dá leite, lã e carne, uma mulher nada disso faz e ainda causa despesa.
As mulheres vendem-se a troco de animais! Sei que parece anedota, mas a minha tia foi com o primo e ficou chocada quando um homem perguntou ao primo (em mau inglês) se queria a minha tia trocar por uma galinha... A minha tia diz que só não se passou porque podia arranjar problemas por estar a arranjar confusão num país de uma cultura diferente.
Além de que, no Afeganistão, são poucas as mulhere que estudam, mas há. No entanto, ficam solteiras toda a vida, porque nenhum homem as quer. Curiosamente, as raras mulheres que estudam pertencem a famílias abastadas e com relações com o ocidente, o que prova que é uma questão de mentalidade mesmo...

caldeira_gabriela@hotmail.com disse...

xiiii! Estiquei-me tanto! (Não é que já não estejas habituada xD).

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