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segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Corta-te ou Purga-te III

Publicidade
s. f.
1. Qualidade do que é público.
2. Vulgarização; divulgação.

No seguimento da Rubrica “Corta-te ou Purga-te”, (que tem estado de férias prolongadas) surgiu a ideia de abordar o tema da publicidade, que a meu ver é muito mais do que o simples acto de publicitar um produto.
Enquanto aluna do 12º que vou ser, uma das profissões que pondero é relacionada com esta área, pois a Publicidade sempre foi um tema que me interessou e julgo-me capaz de enveredar na mesma.
Hoje em dia, apesar do campo de acção que Publicidade tem, quando é referida é tida em conta maioritariamente como “enganosa”, ou seja que falaz. Claro que há publicidade deste tipo, ou seja que chega ao seu objectivo (promover o produto) e ainda acrescenta um sem número de características que o produto não possui. Mas isso é uma das suas vertentes, em que muitas das vezes o público menos atento não repara por exemplo num sem número de *s.


Penso que a Publicidade é como a sedução entre pessoas: pretende acrescentar sempre algo mais, mesmo coisas que não existem, e das duas uma: ou a pessoa entende a tempo e não cai, ou é enganada. É um jogo que tem de ser bem arbitrado, marcado e ponderado.
Enquanto apreciadora de algumas campanhas publicitárias, devo dizer que na minha opinião julgo que esta área tem vindo a apresentar vários extremos. Temos publicidade televisiva que dura minutos exorbitantes, muitas das vezes afastando-se do produto (como se este perdesse importância face ao enredo daqueles instantes), ou temos publicidade que dura pouco tempo mas consegue cativar o público (mesmo que se afastando do produto) mas que no final, se perdermos uns minutos a pensar a mensagem está lá. É esta última que mais me cativa, pois o jogo lógico que nos obriga a realizar torna tudo mais interessante. E se a publicidade for boa, fica durante uns meses, ou mesmo anos, na boca e pensamento do público.


Contudo a publicidade tem comportamentos que chocam bastante, como é o seu uso indiscriminado pelas grandes multinacionais, que em países mais pobres chega a ser afrontoso.
O mais curioso, e que tenho vindo a constatar, é que esta publicidade que aparentemente nos choca, é um dos meios de facilitar a promoção de algo. Nós, público somos o principal meio propagandista, mesmo que falando mal do que é publicitado, o nome está lá patente.
Assim, concluo que a Publicidade é fundamental. Nós mesmos fazemos publicidade à nossa pessoa, ao que gostamos, ao que detestamos… Está presente nas pequenas coisas, e é uma forma de nos iludir por uns instantes. Alguns conseguem entender a trama, outros preferem optar pelo irreal, ou melhor, por aquilo que aparentemente parece mais fácil, e aí constata-se que a culpa nem sempre é da publicidade, mas da capacidade de selecção de cada um.

2 remendo(s):

Débora Val disse...

Não sei se já tinha comentado isto contigo mas, a meu ver, a publicidade que mais choca é a mais eficaz, já que se fala sempre nela.

Como dizes, há publicidade e publicidade, temos é que ter em atenção o que vemos. Interessante, falaste dos asteriscos, que são sempre seguidos de letras pequeníssimas (porque será...).

Concordo quando dizes que há sempre publicidade. É só olharmos as coisas com mais atenção, que a publicidade está lá.

Belo texto. :)

P.S.: já tinha saudades da nossa rubrica.

ana d. disse...

A publicidade é fundamental. Além de encher os intervalos emtre os filmes, é algo interessante que desafia a imaginação. Vai desde músicas a sexo (coisa muito falada na publicidade. E visto que uma publicidade promove uma coisa boa, não convinha ter coisas más ou contra-partidas no produto a publicitar.

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