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segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Lema instaurado (?)

Boa tarde .
Faz algum tempo que eu não venho até aqui, mas regressei.


É hoje dia 17 de Dezembro, faltam 7 dias para o dia 24, ou seja 8 para o dia 25.
Recebi um e-mail, o qual confesso que quem recebe fica pensativo, pois faz perguntas que na minha opinião, de ano para ano são esquecidas, esmagadas pelo consumismo.

Era uma carta, carta essa vinda de Jesus, em que perguntava se sendo a época em que se festejava o seu nascimento, o amor que ele demonstrou por nós, ele que se submeteu a uma morte que ninguém merece, o porquê de não ser convidado para a grande festa que realizamos anualmente.
Gosto do Natal, claro que em criança tudo tem magia, continua a ter mas nós estamos a esquecer o seu verdadeiro significado.
Vamos a um centro comercial, que agora por incrível que pareça , (pois Portugal está em crise) está tão cheio que até custa circular.

Não digo que a troca de prendas acabe, começou faz tempo, há que continuar sim mas para quê tanto materialismo ?
As crianças, se perguntarmos o porquê do Natal devem responder imediatamente que é época de troca de prendas.

O Pai-Natal, invenção da Coca-cola, para muitos já perdeu o significado, e o velho de barbas brancas passa a ser vestido por um membro da família que tem que dar continuação até que a criança o descubra, e assim opta por outro tipo de 'magia'.

Não vou dizer que se acabe com o Natal, e impensável, mas é uma época que supostamente é de ajuda, e tenho muita pena quando vejo a ajuda que é dada aos mais desfavorecidos, pena pois é uma hipocrisia, existe apenas no Natal e porque...
As crianças deixam de ser apenas as pedinchonas chamemos assim, mas os adultos embora nem todos organizem uma extensa lista, insistem em comprar, comprar...
O ano novo se segue, e o que se aprendeu com o Natal ?

Sei que a época dos embrulhos não vai terminar, por um lado é tradição e tem a sua história que gere cada um de nós a sua maneira, mas por outro lado é transformada em exagero, pois as prendas devem-se trocar por iniciativa, não porque é o dia da sua troca.
Fiquem bem, e até ao próximo texto.

2 remendo(s):

Gabriela Caldeira disse...

Para iniciar, linda música ambiente!
Eu sei e disse-te que esse mail fazia pensar... Se há outra coisa que eu penso, é que o ano passou muito depressa: ainda me lembro do Natal passado como se tivesse sido ontem... Estou quase como a professora de História "Ainda mal arrumei a loiça de um Natal e já estou a pôr a do Natal seguinte". Mas, seja como for: está bem que o Natal está repleto de consumismo. Mas eu acho que, no fundo, desde que a compra das prendas seja para dar-mos um pouco de nós em cada prenda, alegrar-mos as pessoas, creio que a verdadeira essência do Natal não foi esquecida, pois existe em cada prenda que damos. Existe, mas nós não nos lembramos que ela existe. Ou seja, para nós, é verdade, não existe... Mas é por isso que aquelas pessoas que ainda vivem o Natal de verdade devem espalhar essa alegria, a de dar e não a de receber.
Estou a esticar-me muito. Espero pelo próximo comentário!

On the first day of Christmas my true love gave to me a partridge in a pear tree!

Merry Christmas! ;)

Débora Val disse...

Por acaso enviaste-me esse e-mail, e dá mesmo que pensar.

Acho que, para muitas pessoas, o Natal é sinónimo de consumismo. Compram isto e mais isto e mais isto. O problema não é propriamente o comprar, porque faz parte da tradição; na minha opinião, o problema é comprar, digamos, à sorte: se a pessoa gostar, gostou, se não, paciência. Temos que dar uma parte de nós na prenda.

E depois, o consumismo é só querer saber das prendas. Não importa estar com a família nem nada, impoorta são as prendas. Para mim, este é que é o verdadeiro consumismo.

Falas do falso altruísmo. Acho isso ridículo. Uma pessoa tem de ajudar os outros todo o ano, não é só no Natal.

É uma pena que se tenha perdido boa parte do espírito e magia natalícia.

Por acaso, hoje acabei de escrever uma crónica sobre o Natal. ;) Olha a coincidência.

Beijos e obrigada pelos comentários.

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